quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Habitat Natural - Bienal do Livro

Quem está ligado ao mundo literário ou vive no Rio de Janeiro, com certeza deve ter ouvido sobre a Bienal do Livro. De maneira prática, a Bienal resume-se a uma grande feira de livros, onde três galpões são repletos de edições e onde ocorrem diversas palestradas e tardes de autógrafos com autores. Porém, de maneira lúdica, a Bienal pode ser caracterizada simplesmente como uma experiência que pode mudar a visão que as pessoas têm sobre o mundo da literatura.

Exemplo de pessoas ridiculamente empolgadas na Bienal: Eu feat. Filipe Sampaio.

Para aqueles que já estão irremediavelmente imersos neste mundo, a Bienal é um sonho. Nos sentimos como se finalmente tivéssemos encontrado nosso habitat natural e nada se compara ao prazer de comprar aquele livro que você tanto queria, por um precinho bem camarada. Mas não é apenas a economia que nos atrai à este evento.

O sentimento de adentrar um espaço tão grande e se ver rodeado por livros e por amantes dos mesmo, é indescritível. Você não se sente estúpido ao surtar por encontrar o livro que tanto procurava, mas nunca encontrava. Muito menos se surpreende ao ver alguém chegando com uma mala de rodinhas porque já sabe que retornará de lá com mais livros do que pode carregar. Estão todos ali falando de edições, autores, capas e conteúdos... Você não está sozinho. Ali é o seu lugar.

Acho que só quem já se perdeu dos amigos por estar hipnotizado em meio as prateleiras repletas de lombadas intrigantes, sabe o qual é o verdadeiro encanto da Bienal.

Mas não apenas aqueles que já possuem um caso se amor com as páginas que gostam de passar uma tarde flanando pelos stands. O evento também é famoso por despertar nos pequenos o interesse pela literatura. Uma das maiores funções da bienal é mostrar que ler NÃO É chato, um paradigma que infelizmente vem sendo reforçado todos os anos pelas escolas e que só afasta os jovens desse universo. Ainda escreverei explicando porquê acredito que há tanta gente que não gosta de ler, mas isso terá que esperar.

Hoje, gostaria apenas de deixar registrado que nada me arrebata mais o coração do que ter que desviar de crianças jogadas no chão do lado de fora dos stands, tão apreensivas para ler que logo depois de pagar já sentaram e foram descobrir as aventuras contidas nos quadrinhos.

Bem, eu estive nessa última edição da Bienal que terminou no domingo, dia 8. Não comprei muitos livros, mas fiquei muito satisfeita com minhas aquisições. Fui com o intuito de comprar livros que eu não conhecesse previamente, não me entregar aos lugares comuns e desbravar sinopse por sinopse, até finalmente encontrar aqueles títulos que me instigassem. Aos que estão curiosos, aqui vai uma imagem dos mais novos moradores da minha estante.


Percebam que como fotógrafa, sou uma excelente leitora.


Por mais que eu tente, muito precariamente, pôr em palavras os prazeres envolvidos numa simples visita à Bienal do livro, não alcanço o êxito. Como todas as outras experiências empíricas, você só saberá realmente como é se daqui a dois anos permitir a si mesmo os encantos de se perder (ou quem sabe, se achar) no meio daquele estonteante mar de livros.

2 comentários:

  1. Apesar da sua opinião sobre a bienal não ser muito confiável — já que basta ter livro, você fica feliz (hahahah) —, gostei de ver o evento pelos seus olhos. A paixão pelos livros é um dom que admiro muito. Não tenho... É uma pena. Acho que as escolas pelas quais passei têm um pouco de culpa nisso. Concordo com você, Thaynan! Gostei do texto e das tags, hahaha. Bj

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