| Exemplo de pessoas ridiculamente empolgadas na Bienal: Eu feat. Filipe Sampaio. |
O sentimento de adentrar um espaço tão grande e se ver rodeado por livros e por amantes dos mesmo, é indescritível. Você não se sente estúpido ao surtar por encontrar o livro que tanto procurava, mas nunca encontrava. Muito menos se surpreende ao ver alguém chegando com uma mala de rodinhas porque já sabe que retornará de lá com mais livros do que pode carregar. Estão todos ali falando de edições, autores, capas e conteúdos... Você não está sozinho. Ali é o seu lugar.
Acho que só quem já se perdeu dos amigos por estar hipnotizado em meio as prateleiras repletas de lombadas intrigantes, sabe o qual é o verdadeiro encanto da Bienal.
Mas não apenas aqueles que já possuem um caso se amor com as páginas que gostam de passar uma tarde flanando pelos stands. O evento também é famoso por despertar nos pequenos o interesse pela literatura. Uma das maiores funções da bienal é mostrar que ler NÃO É chato, um paradigma que infelizmente vem sendo reforçado todos os anos pelas escolas e que só afasta os jovens desse universo. Ainda escreverei explicando porquê acredito que há tanta gente que não gosta de ler, mas isso terá que esperar.
Hoje, gostaria apenas de deixar registrado que nada me arrebata mais o coração do que ter que desviar de crianças jogadas no chão do lado de fora dos stands, tão apreensivas para ler que logo depois de pagar já sentaram e foram descobrir as aventuras contidas nos quadrinhos.
Bem, eu estive nessa última edição da Bienal que terminou no domingo, dia 8. Não comprei muitos livros, mas fiquei muito satisfeita com minhas aquisições. Fui com o intuito de comprar livros que eu não conhecesse previamente, não me entregar aos lugares comuns e desbravar sinopse por sinopse, até finalmente encontrar aqueles títulos que me instigassem. Aos que estão curiosos, aqui vai uma imagem dos mais novos moradores da minha estante.
| Percebam que como fotógrafa, sou uma excelente leitora. |
Por mais que eu tente, muito precariamente, pôr em palavras os prazeres envolvidos numa simples visita à Bienal do livro, não alcanço o êxito. Como todas as outras experiências empíricas, você só saberá realmente como é se daqui a dois anos permitir a si mesmo os encantos de se perder (ou quem sabe, se achar) no meio daquele estonteante mar de livros.
Own, queria ir! Adorei o post thatha :3
ResponderExcluirApesar da sua opinião sobre a bienal não ser muito confiável — já que basta ter livro, você fica feliz (hahahah) —, gostei de ver o evento pelos seus olhos. A paixão pelos livros é um dom que admiro muito. Não tenho... É uma pena. Acho que as escolas pelas quais passei têm um pouco de culpa nisso. Concordo com você, Thaynan! Gostei do texto e das tags, hahaha. Bj
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